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Câmara Municipal de Lamego

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Câmara Municipal de Lamego

A Câmara Municipal de Lamego é o principal órgão executivo do município, responsável pela gestão administrativa, cultural e urbanística da cidade. O edifício acolhe os serviços municipais e é um ponto de referência na vida política e social da comunidade.

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Biblioteca Municipal de Lamego

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Museus e Bibliotecas

Biblioteca Municipal de Lamego

O edifício onde hoje funciona a Biblioteca Municipal de Lamego foi o Palácio Mesquitela, uma antiga casa senhorial que mais tarde serviu como sede da Caixa Geral de Depósitos e, após obras de adaptação, acolheu a biblioteca. Trata-se de um exemplo da arquitetura do século XVII, ligado à família Mesquitela, e um importante marco cultural local. A génese da Biblioteca Pública Municipal de Lamego remonta ao final do século XIX. O Visconde Guedes Teixeira, grande impulsionador da Biblioteca de Lamego, manifestava a intenção de manter uma biblioteca no seu concelho. Cassiano Neves foi o grande mentor de uma Associação de Instrução Popular, dotada de uma Biblioteca Popular com 1 400 livros, sendo considerado o principal fundador da Biblioteca Pública Municipal de Lamego. A Biblioteca Municipal de Lamego é um espaço dinâmico que oferece, além do empréstimo de livros e do acesso gratuito à Internet (Wi-Fi), um catálogo online para pesquisa, atividades de promoção da leitura, visitas guiadas e apoio à investigação. O seu funcionamento foca-se na formação de leitores e na participação cívica, dispondo de um acervo que inclui mais de 12 mil obras.

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Igreja de Santa Maria de Almacave

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Igrejas e Monumentos

Igreja de Santa Maria de Almacave

Construído próximo de uma necrópole árabe (macab – derivando daí o nome de Almacave), este templo religioso é uma construção românica (séc.XII), tendo sido profundamente alterado, especialmente no séc. XVII, como são testemunho os painéis de azulejos com motivos geométricos e vegetalistas, o púlpito e a talha dourada. Do primitivo românico é de salientar o pórtico de arco apontado e quatro arquivoltas, debruada a mais extensa por uma faixa axadrezada. No séc. XVIII, os altares foram enriquecidos com azulejos e talhas douradas. De realçar ainda, no seu interior - de nave única - sem transepto e com capela-mor, os azulejos das paredes e do coro; o púlpito construído em 1600 e as esculturas de S. José e de Santo António, em madeira estofada do século XVIII. Reza a história que terá sido na Igreja de Santa Maria de Almacave que se realizaram as primeiras cortes do Reino de Portugal, corria o ano de 1143. Ainda hoje, a evocação desta assembleia, na qual terá sido aclamado e investido o primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques, é um dos símbolos do passado histórico de Lamego.< O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.

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Rua da Olaria

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Ruas e Praças

Rua da Olaria

Rua da Olaria, em Lamego, deve o seu nome à atividade artesanal que ali existiu em tempos, ligada ao trabalho do barro e à produção de peças de olaria. Este passado confere à rua uma forte ligação às tradições locais e à vida comunitária de outros tempos. Atualmente, a Rua da Olaria preserva a sua atmosfera típica, mantendo o charme de um espaço que remete à memória coletiva da cidade. É um local onde a história artesanal de Lamego se reflete na própria identidade urbana, convidando a um olhar atento sobre o património imaterial que marcou gerações.

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Capela do Espírito Santo

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Igrejas e Monumentos

Capela do Espírito Santo

A Capela do Espírito Santo é um pequeno e singular edifício religioso situado na baixa da cidade de Lamego, junto à Fonte do Espírito Santo, na Rua das Canastras. A capela foi reedificada no século XVI pelo bispo D. Manuel de Noronha, cujo brasão se encontra no exterior da construção, marcando a sua intervenção e o seu papel na história religiosa da cidade. O interior da capela é de pequenas dimensões mas apresenta um notável conjunto artístico decorativo. O destaque principal vai para uma escultura do Espírito Santo datada do século XVIII, de autor desconhecido, que se encontra no altar‑mor e constitui uma peça de especial interesse para os visitantes. Além da escultura central, o espaço exibe retábulos barrocos, incluindo um elegante altar do lado do Evangelho, um púlpito revestido de talha dourada e paredes decoradas com azulejos do século XVII, que enriquecem o ambiente interno e refletem a estética barroca da época. 

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Cisterna de Lamego

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Castelo & Cisterna

Cisterna de Lamego

A Cisterna de Lamego é um notável exemplar de cisterna medieval situado nas imediações do Castelo de Lamego, no Bairro do Castelo. Trata‑se de um amplo reservatório de água de estrutura abobadada e de planta retangular, construído em silhares de pedra, com uma volta ogival nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. É considerada um dos melhores exemplos das cisternas dos castelos portugueses.Após uma reabilitação, o monumento foi adaptado para visitação pública e transformado num espaço expositivo que convida o visitante a mergulhar na história urbana de Lamego. O interior integra uma componente de interpretação que associa imagens, sons e memórias quotidianas da cidade ao longo dos séculos.A cisterna integra o conjunto patrimonial do Castelo de Lamego, classificado como Monumento Nacional, e insere‑se no coração do reduto muralhado que marcou o desenvolvimento histórico da cidade.No verão, o horário de fecho passa para as 18h.

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Núcleo Arqueológico - Porta dos Figos

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Castelo & Cisterna

Núcleo Arqueológico - Porta dos Figos

Constitui o mais importante conjunto arqueológico descoberto em Lamego que ilustra a dinâmica de transformação da cidade ao longo de mais de dois mil anos da sua história. Dispostos em "camadas" sobrepostas, os vestígios proporcionam uma "viagem no tempo", desde a mais recuada ocupação residencial daquele espaço, nos períodos romano (sécs. I a V) e suevo-visigodo (sécs. V-VII), quando a cidade foi promovida a sede episcopal, passando pela sua transformação num cemitério (sécs. IX-XI), abandonado para dar lugar à nova cintura muralhada da cidade (sécs. XII-XIII) e ao casario que está na origem do urbanismo atual do Bairro do Castelo. O visitante dispõe de um percurso que permite a leitura das estruturas arqueológicas acompanhada de uma videoprojeção e da exibição de objetos encontrados no local, com destaque para um importante tesouro monetário romano, do nal do séc. IV, bem como de peças de cerâmica, vidro e outros objetos ilustrativos do quotidiano de quem habitou aquele espaço ao longo do tempo. Um ecrã interativo permite explorar informação sobre o cemitério e os dados bioantropológicos dos indivíduos nele sepultados.

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Homenagem ao Soldado Desconhecido

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Estátuas e Bustos

Homenagem ao Soldado Desconhecido

Erigido em memória aos mortos da Grande Guerra, foi inaugurado em 1932. Posteriormente, foram colocadas duas lápides: uma em 1954, em homenagem aos mortos de Dadrá e outra, colocada pelos combatentes da Grande Guerra em homenagem aos mortos daquele conflito. Outra lápide, em mármore branco, refere as altas condecorações que o R.I. 9 de Lamego recebeu, pela bravura demonstrada em França durante a I Grande Guerra (1914/18), especialmente na batalha de Neuve Chapelle. As enormes proporções da estátua e a sua centralidade têm, desde a sua construção, gerado alguma controvérsia. Contudo, de um modo geral, o monumento infunde aos lamecenses um respeito especial e desperta nos visitantes alguma curiosidade.   

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Igreja das Chagas

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Igrejas e Monumentos

Igreja das Chagas

A Igreja das Chagas, também conhecida como Igreja do Mosteiro das Chagas, situa‑se em Lamego e é um dos mais importantes exemplares do património religioso da cidade. Foi parte integrante do Convento das Chagas, fundado em 1588 pelo bispo de Lamego, D. António Teles de Menezes, para acolher freiras da Ordem de Santa Clara, conhecidas como clarissas. O que hoje se pode visitar é a própria igreja, única construção remanescente do antigo convento, classificada como Imóvel de Interesse Público. Na sua fachada destaca‑se um pórtico renascentista ladeado por colunas clássicas. No interior, o espaço de nave única é ornamentado com azulejos do século XVII, talhas douradas e retábulos barrocos, entre os quais se destacam os de São João Evangelista e São João Baptista. O teto e as estruturas interiores, incluindo antigos coros e a sacristia, acrescentam valor artístico e histórico ao monumento. Propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lamego, a Igreja das Chagas permaneceu recentemente sujeita a trabalhos de restauro que valorizaram o seu espólio artístico e arquitetónico, estando aberta ao culto religioso e a atividades culturais.Aberta à celebração do culto religioso e acolhe a realização de importantes eventos.

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Sé de Lamego

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Sé de Lamego

No século XII, após a restauração da diocese de Lamego, iniciou-se a edificação de um templo maior. A sua localização efectivou-se no Rossio de Lamego, na zona baixa da futura urbe, e iniciou-se no ano de 1159. Sagrada em 1175 a Santa Maria e a S. Sebastião, a provável conclusão da Sé só viria a acontecer em 1191. Contudo, as várias idades da História encarregaram-se de alterar, significativamente, o seu perfil românico original.  A Sé abre-se para um amplo adro lajeado, obra do século XVIII, com a fachada marcada pela robusta torre remodelada em Setecentos. A fachada principal do templo foi reconstruída no reinado de D. Manuel I, combinando as formas do gótico flamejante e o tímido eclodir de algumas formas da Renascimento. Com efeito, esta renovação da Sé episcopal começa no século XV e prolonga-se pelo seguinte. A campanha de obras da fachada realizou-se entre 1508 e 1515, de acordo com os planos do arquitecto João Lopes. No piso térreo rasgam-se três portais ogivais, com o central de maiores dimensões, constituídos por diversas arquivoltas assentes em colunelos, decorados com esculturinhas de motivos vegetalistas e zoomórficos. Acima destes abrem-se janelões góticos, com o central de dimensões monumentais e repartido por pétreas molduras curvas. Os três panos da fachada são divididos por quatro contrafortes e rematados superiormente por pináculos cogulhados. Das diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, é de destacar o antigo Paço dos Bispos, construção do Barroco setecentista e que é ocupado, desde 1917, pelo Museu de Lamego, onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da cidade. O interior da catedral é repartido por três naves divididas em três tramos e cobertas por abóbadas de aresta, assentando em arcos de volta perfeita e grossos pilares. Os tectos foram pintados na primeira metade do século XVIII pelo pintor-arquitecto italiano Nicolau Nasoni, revelando perspectivadas composições do Barroco triunfante, com temática arquitectónica enquadrando episódios bíblicos. Nas naves laterais abrem-se diversos e sumptuosos altares barrocos.  De grandes dimensões, a capela-mor foi reformulada no século XVIII, possuindo um retábulo dos finais de Setecentos combinando mármores e talha dourada, bem assim como um neoclássico cadeiral de alto espaldar. As janelas, portas, arcos e os seus dois órgãos são decorados por aparatosas estruturas de talha dourada. As capelas colaterais são modeladas por soberbas talhas retabulares barrocas, da autoria de João Garcia Lopes e realizadas em 1751. O altar principal do Santíssimo Sacramento possui um laborioso frontal de prata, obra de um ourives portuense e datada do terceiro quartel do século XVIII. No coro alto pode admirar-se um belo cadeiral com pinturas, gracioso trabalho do Barroco do século XVIII. A iluminada sacristia contém um cenográfico Calvário com talha rocaille , obra de uma oficina regional e datada de 1757. O equilibrado claustro catedralício é um empreendimento do século XVI, apresentando-se dividido em dois pisos, o primeiro formado por arcos de volta perfeita e o superior constituindo-se como galeria de colunas simples sustentando um alpendre. Na planta inferior da crasta situam-se duas magníficas capelas. A dedicada a Santo António é revestida por altar de talha dourada e policromada, abrigando sagradas imagens seiscentistas. A Capela de São Nicolau, concluída em 1563, apresenta parte das paredes forradas com azulejos setecentistas alusivos à vida do santo e que são obra de uma oficina da capital. Possui ainda um harmonioso e movimentado retábulo de talha do século XVIII. Nesta capela quinhentista encontra-se sepultado D. Manuel de Noronha, um dos mais destacados bispos da diocese de Lamego.O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.

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Estátuas do “Cochicho”

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Estátuas e Bustos

Estátuas do “Cochicho”

Situadas na sala de visitas de Lamego, no canteiro central do Jardim Visconde Guedes Teixeira, as esculturas foram oferecidas à cidade por um dos seus mais ilustres filhos, Dr. João de Almeida, à semelhança das que estão colocadas nos lagos da Avenida Dr. Alfredo de Sousa. Estas duas estátuas, criadas pela Escola de Belas Artes do Porto, representam duas figuras femininas segurando dois cântaros, dos quais vertem fios de água que se precipitam no grande lago onde estão inseridas. A dama da direita parece segredar algo à sua companheira, daí surgindo a designação popular de "estátuas do cochicho”.

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Estátua de D. Miguel de Portugal (Bispo de Lamego)

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Estátuas e Bustos

Estátua de D. Miguel de Portugal (Bispo de Lamego)

Em homenagem ao bispo embaixador, D. Miguel de Portugal, foi este monumento inaugurado em 1951. A estátua é uma obra do escultor madeirense Francisco Franco. D. Miguel de Portugal nasceu em Évora, filho de D. Luís de Portugal, conde do Vimioso e de D. Joana de Mendonça, condessa de Basto. Foi bispo de Lamego de 1635 a 1644, ano em que faleceu. Um ano após a Restauração da Independência, em 1641, foi enviado a Roma por D. João IV com o objetivo de afirmar junto do Papa Urbano VIII, as razões que assistiam ao rei para ocupar o trono de Portugal. Embora nunca viesse a ser recebido pelo Papa, enfrentou, com grande coragem, as intrigas da diplomacia espanhola e resistiu heroicamente a uma cilada levada a cabo por elementos a soldo do rei de Castela que o queriam assassinar.

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O Lamego

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Estátuas e Bustos

O Lamego

Esta é sem dúvida uma das estátuas mais conhecidas da cidade de Lamego. Colocada no alto do fontanário do mesmo nome, representa um guerreiro em postura altaneira, com elmo, segurando na sua mão direita uma alabarda e com a mão esquerda um escudo que ostenta as armas de Lamego. Na sua base tem a inscrição Lamego. É um trabalho de boa execução lavrado no duro granito da região e que despertou sempre curiosidade. Faz parte integrante do monumental fontanário, pelo que a sua história lhe anda associada

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Busto do Poeta Fausto Guedes Teixeira

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Estátuas e Bustos

Busto do Poeta Fausto Guedes Teixeira

Este busto, inaugurado em 1944, homenageia o poeta lamecense Fausto Guedes Teixeira. É uma obra arquitetada por Rui Couto e António Couto e esculpida pelo artista Costa Mota Sobrinho. Fausto Guedes Teixeira, filho do Visconde Guedes Teixeira, nasceu em Lamego em 1871. Depois de concluir os estudos no Liceu de Lamego, matriculou-se na Universidade de Coimbra onde se formou em direito. Adivinhava-se já o lírico admirável quando publicou “Náufragos”, com apenas 18 anos. Em 1893, publicou “Mocidade Perdida”, seguindo-se em 1894 “ O Livro do Amor” que viria a consagrar definitivamente o poeta. A sua passagem por Coimbra ficou marcada pelos seus deliciosos improvisos que encantaram uma geração romântica. Em 1899, publicou “Esperança Nossa” e “Carta de um Poeta”. Teve uma passagem pelo Brasil, onde esperava exercer a sua atividade, mas regressou doente e saudoso da sua terra natal. Em 1906, publicou “ Almas Tristes” e em 1908 “O meu Livro”, onde se encontram os seus melhores versos. Quem visita o Penedo da Saudade, em Coimbra, pode ali ver uma lápide evocando o poeta, com um dos seus versos.

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Jardim da República

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Parques e Jardins

Jardim da República

O Jardim da República é um espaço verde público emblemático situado no centro histórico de Lamego, no distrito de Viseu, junto à Câmara Municipal e próximo de outros pontos de interesse da cidade. Este jardim ocupa uma área com um desnível natural entre as ruas que o delimitam, sendo acessível através de uma escadaria revestida com azulejos tradicionais em tons de azul e branco, que constituem um dos elementos visuais mais característicos do local. Historicamente, o jardim tem origem no antigo Campo do Tablado, um espaço público fronteiro ao Convento das Chagas, fundado no século XVI. A área foi transformada ao longo do tempo até se tornar no jardim que hoje se conhece. Também nesta zona se encontra, junto ao espaço ajardinado, a conhecida Fonte “O Lamego”, originalmente erguida em 1830 e posteriormente reinstalada na encosta do jardim.

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Avenida Visconde Guedes Teixeira

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Ruas e Praças

Avenida Visconde Guedes Teixeira

A Avenida Visconde Guedes Teixeira é uma das principais artérias urbanas da cidade de Lamego, concebida no início do século XX num momento de grande modernização urbanística da cidade. A sua construção surge no seguimento de um plano de reorganização do tecido urbano que pretendia substituir ruas estreitas e irregulares por eixos mais amplos e representativos, adaptados às necessidades do trânsito e à crescente importância socioeconómica da cidade. O nome da avenida homenageia José Augusto Guedes Teixeira, 1.º Visconde de Guedes Teixeira (1843–1890), uma das figuras mais destacadas da vida política e administrativa de Lamego no final do século XIX. Advogado, empresário e presidente da Câmara Municipal, o Visconde foi um impulsionador do progresso local, promovendo reformas urbanas e defendendo a modernização da cidade no contexto de um país em rápida transformação. Ao longo da avenida destacam-se também vários elementos de interesse patrimonial e simbólico, nomeadamente duas estátuas que fazem parte da memória coletiva lamecense. A estátua do Cochicho, figura popular associada ao quotidiano e à vivência tradicional da cidade, evoca o lado mais humano e popular de Lamego, sendo frequentemente interpretada como uma homenagem às gentes simples e às histórias transmitidas oralmente ao longo de gerações. Por sua vez, o monumento ao Soldado Desconhecido assume um carácter mais solene e evocativo, prestando tributo aos combatentes que perderam a vida ao serviço da Pátria, em particular no contexto da Primeira Guerra Mundial. Este monumento funciona como espaço de memória e reflexão, sendo palco de cerimónias comemorativas e de homenagem, reforçando o valor histórico e cívico da avenida. Desta forma, a Avenida Visconde Guedes Teixeira não se afirma apenas como um importante eixo urbano e funcional, mas também como um espaço de identidade, memória e representação histórica da cidade de Lamego, onde se cruzam modernidade, tradição e evocação cívica.

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