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Pontos de Interesse
Ruas e Praças
Rua Porta do Sol
Rua Porta do Sol, em Lamego, é uma das vias mais emblemáticas da cidade, situada numa zona de traçado antigo que revela a herança histórica e cultural do concelho. O seu nome evoca uma ligação simbólica à luz e ao horizonte, remetendo para a importância do espaço no quotidiano urbano. Ao longo da rua encontram-se edifícios de arquitetura tradicional, que testemunham a evolução da malha urbana ao longo dos séculos. Passear pela Rua Porta do Sol é também percorrer parte da identidade de Lamego, onde a história e a vivência contemporânea se cruzam de forma harmoniosa.
M
Pontos de Interesse
Serviços Públicos
Mercado Municipal de Lamego
O Mercado Municipal de Lamego iniciou o seu funcionamento em 25 de julho de 1981, e tinha como objectivo principal o abastecimento da sede de concelho em produtos frescos, atendendo à dificuldade da época em servir as populações urbanas neste tipo de produtos. Constituído por três pisos, estando os pisos um e dois afectos ao funcionamento do Mercado e o piso três até recentemente ocupado pela Escola de Hotelaria, sendo que a sua utilização futura não está ainda definida. O horário de venda ao público, de 2ª feira a sábado, inicia-se às 7:30 e termina às 18 horas. O dia mais forte de mercado é a 5ª feira, que coincide com a feira semanal, sendo que neste dia o Mercado recebe excepcionalmente numerosos produtores, que ali encontram um local para comercializarem os seus produtos hortícolas e frutícolas. Considerando que há mais de 25 anos não se realizam naquele espaço obras de requalificação, a Câmara Municipal de Lamego vai realizar uma intervenção para a revitalização e dinamização do Mercado Municipal de Lamego, no sentido de por um lado, dar cumprimento aos requisitos de segurança alimentar legais, e por outro, aumentar a capacidade de atracção deste espaço. A reabilitação física do Mercado Municipal será complementada com a formação e modernização dos operadores comerciais, em relação à exposição dos produtos, ao atendimento ao cliente, às técnicas de venda, de conservação e manutenção da garantia dos produtos vendidos, de oferta de serviços com mais valia – entregas no domicílio, pagamentos por Multibanco, etc. Serão também desenvolvidas acções de divulgação e promoção, no sentido da população ser conduzida a criar o hábito de ir ao Mercado Municipal – para comprar produtos de qualidade, alimentares (frutas e legumes frescos, peixe e carne, flores, pão, queijos, enchidos, doçaria), particularmente os de cariz tradicional e regional.
I
Pontos de Interesse
Igrejas e Monumentos
Igreja de São Francisco
A Igreja de São Francisco, também conhecida como Igreja de São Francisco de Assis, localiza-se na Rua de Almacave, em Lamego. Trata-se de um edifício de arquitetura típica franciscana, marcado por uma expressão exterior simples e despretensiosa, característica deste tipo de templos. No interior destacam-se o quadro do altar-mor, datado do século XVII, bem como os azulejos historiados e nacionais do século XVIII. O espaço organiza-se numa nave única com capelas laterais, conferindo-lhe uma leitura clara e equilibrada. A igreja integra o conjunto patrimonial da freguesia de Almacave, encontrando-se próxima de outros monumentos de relevo da cidade, como a Igreja de Santa Maria de Almacave e a Capela de Nossa Senhora da Esperança.
T
Pontos de Interesse
Artes e Espetáculos
Teatro Ribeiro Conceição
Datado do ano de 1727, este teatro foi inicialmente construído com o propósito de ser o Hospital da Misericórdia de Lamego que aqui funcionou até 1892. Quatro anos depois, o velho hospital passa a ser o novo Quartel do Regimento. No entanto, em 31 de Julho de 1897, um grave incêndio deixa este edifício reduzido a escombros. Em 1924, o Comendador José Ribeiro Conceição compra em hasta pública, por dez mil e um escudos (quarenta e nove euros e oitenta e oito cêntimos), o edifício em ruínas e transforma-o numa importante e prestigiada sala de espetáculos que será uma referência na vida cultural do interior do país ao longo de várias décadas. Com pompa e circunstância, o teatro foi inaugurado a 2 de Fevereiro de 1929, mantendo a sua atividade cultural até 1987, ano em que apresentava já em estado avançado de degradação. Finalmente, o Município de Lamego decide avançar com a aquisição deste monumento setecentista e em 1993 foram realizadas obras de recuperação e consolidação do edifício. No final de 2005, são efectuadas as obras de reabilitação e a 23 de Fevereiro de 2008 é reinaugurada a mais bela sala de espetáculos da região duriense: o Teatro Ribeiro Conceição. O horário de funcionamento do teatro poderá variar consoante a programação de espetáculos e eventos.
M
Pontos de Interesse
Museus e Bibliotecas
Museu de Lamego
Localizado no centro histórico da cidade, o Museu de Lamego foi fundado em 1917, num edifício do século XVIII que foi Paço Episcopal. Pertence ao restrito número de museus centenários, cuja criação reflete os efeitos da aplicação da Lei de Separação do Estado das Igrejas (1911), que sucedeu à implantação da República. Com um acervo verdadeiramente eclético, possui coleções de pintura, tapeçaria, mobiliário, ourivesaria, paramentaria e meios de transporte que faziam parte do recheio do antigo palácio, complementadas, mais tarde, por um conjunto de capelas revestidas a talha dourada, espécies arqueológicas, cerâmica, gravura, desenho e fotografia. O núcleo de tapeçaria flamenga, tecida em Bruxelas na primeira metade do século XVI, os painéis que Vasco Fernandes (Grão Vasco) pintou para a catedral de Lamego, na mesma época, os painéis de azulejos do século XVII e uma arca tumular medieval, classificados como “tesouros nacionais”, fazem parte do conjunto de maior relevância, numa coleção que é cronologicamente abrangente, com exemplares datados entre os séculos I e XX. Diversa e plural, a coleção permite um percurso de descoberta da evolução da cidade de Lamego e dos homens e mulheres que a habitaram ao longo dos séculos. Faz parte da rede de Museus e Monumentos Nacionais em Portugal, sendo gerido pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e integrando o circuito nacional, mesmo estando atualmente em obras de requalificação para modernização e melhoria da acessibilidade.
S
Pontos de Interesse
Igrejas e Monumentos
Sé de Lamego
No século XII, após a restauração da diocese de Lamego, iniciou-se a edificação de um templo maior. A sua localização efectivou-se no Rossio de Lamego, na zona baixa da futura urbe, e iniciou-se no ano de 1159. Sagrada em 1175 a Santa Maria e a S. Sebastião, a provável conclusão da Sé só viria a acontecer em 1191. Contudo, as várias idades da História encarregaram-se de alterar, significativamente, o seu perfil românico original. A Sé abre-se para um amplo adro lajeado, obra do século XVIII, com a fachada marcada pela robusta torre remodelada em Setecentos. A fachada principal do templo foi reconstruída no reinado de D. Manuel I, combinando as formas do gótico flamejante e o tímido eclodir de algumas formas da Renascimento. Com efeito, esta renovação da Sé episcopal começa no século XV e prolonga-se pelo seguinte. A campanha de obras da fachada realizou-se entre 1508 e 1515, de acordo com os planos do arquitecto João Lopes. No piso térreo rasgam-se três portais ogivais, com o central de maiores dimensões, constituídos por diversas arquivoltas assentes em colunelos, decorados com esculturinhas de motivos vegetalistas e zoomórficos. Acima destes abrem-se janelões góticos, com o central de dimensões monumentais e repartido por pétreas molduras curvas. Os três panos da fachada são divididos por quatro contrafortes e rematados superiormente por pináculos cogulhados. Das diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, é de destacar o antigo Paço dos Bispos, construção do Barroco setecentista e que é ocupado, desde 1917, pelo Museu de Lamego, onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da cidade. O interior da catedral é repartido por três naves divididas em três tramos e cobertas por abóbadas de aresta, assentando em arcos de volta perfeita e grossos pilares. Os tectos foram pintados na primeira metade do século XVIII pelo pintor-arquitecto italiano Nicolau Nasoni, revelando perspectivadas composições do Barroco triunfante, com temática arquitectónica enquadrando episódios bíblicos. Nas naves laterais abrem-se diversos e sumptuosos altares barrocos. De grandes dimensões, a capela-mor foi reformulada no século XVIII, possuindo um retábulo dos finais de Setecentos combinando mármores e talha dourada, bem assim como um neoclássico cadeiral de alto espaldar. As janelas, portas, arcos e os seus dois órgãos são decorados por aparatosas estruturas de talha dourada. As capelas colaterais são modeladas por soberbas talhas retabulares barrocas, da autoria de João Garcia Lopes e realizadas em 1751. O altar principal do Santíssimo Sacramento possui um laborioso frontal de prata, obra de um ourives portuense e datada do terceiro quartel do século XVIII. No coro alto pode admirar-se um belo cadeiral com pinturas, gracioso trabalho do Barroco do século XVIII. A iluminada sacristia contém um cenográfico Calvário com talha rocaille , obra de uma oficina regional e datada de 1757. O equilibrado claustro catedralício é um empreendimento do século XVI, apresentando-se dividido em dois pisos, o primeiro formado por arcos de volta perfeita e o superior constituindo-se como galeria de colunas simples sustentando um alpendre. Na planta inferior da crasta situam-se duas magníficas capelas. A dedicada a Santo António é revestida por altar de talha dourada e policromada, abrigando sagradas imagens seiscentistas. A Capela de São Nicolau, concluída em 1563, apresenta parte das paredes forradas com azulejos setecentistas alusivos à vida do santo e que são obra de uma oficina da capital. Possui ainda um harmonioso e movimentado retábulo de talha do século XVIII. Nesta capela quinhentista encontra-se sepultado D. Manuel de Noronha, um dos mais destacados bispos da diocese de Lamego.O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.
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Pontos de Interesse
Castelo & Cisterna
Castelo de Lamego
Sobre a antiguidade do Castelo de Lamego, quase todos os autores consultados referem que o castelo "é obra de mouros" e anterior à fundação da nacionalidade. Do primitivo, apenas subsistem a torre de menagem (séc. XII), parte da velha muralha e a cisterna (séc. XIII). A torre de menagem, com cerca de vinte metros de altura, é de planta quadrangular e tem nas suas faces frestas de iluminação, algumas alteradas no século XVI para serem transformadas em janelas, por ordem do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, talvez com o intuito de dar à torre uma função habitacional. Possui praça de armas em forma de hexágono irregular, cuja muralha, com cerca de noventa metros de perímetro, é dotada de adarve, acessível pelo lado norte por um lanço de escadas. Entre 1939 e 1940, quando se celebravam os centenários da Fundação e Restauração da nacionalidade, o castelo foi alvo de restauros, vindo as sineiras e os sinos que existiam no alto da torre a ser retiradas para lhe acrescentarem as ameias. O acesso ao velho burgo do Castelo faz-se através de dois pórticos abertos na muralha. Quem entra pelo lado norte passa pelo arco chamado “Porta dos Figos ou dos Fogos”, também já chamada “Porta da Vila ou do Aguião”, enquanto que a porta no lado oposto se denomina "Porta do Sol". Junto a esta última encontramos uma interessante casa brasonada que pertenceu à Ordem de Cister e mais tarde veio a ser casa da roda. No lado norte ainda existe a Casa da Torre, que está a servir de sede do Corpo Nacional de Escutas. Neste edifício funcionou a Câmara Municipal até 1834, altura em que se mudou para a Casa da Relação (atual Paço do Bispo). A meio da Rua do Castelo podemos ver a capela da Senhora do Socorro, em cuja parede exterior se encontra um interessante painel de azulejos com a inscrição “N. S. do Coro 1671”. Perto desta existia outra capela de invocação a S. Salvador, onde teria sido a primitiva Sé. A Cisterna de Lamego, situada extramuros da praça de armas, é de silharia retangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52). Já em novembro de 2013, a Cisterna de Lamego reabriu e voltou a conhecer a luz do dia, após ter sofrido importantes obras de requalificação. Imagens, sons, letras, vivências, tradições, passaram a estar disponíveis ao público, num espaço que se assume agora como um Centro de Memória. Ao entrar na Cisterna, o visitante mergulha no passado, onde múltiplas memórias são projetadas ininterruptamente nas pedras que, outrora, foram apenas espetadoras. Uma sonoplastia associa-se ao espaço, recordando 800 anos de sons quotidianos: o sino, o galo, o pedreiro, o pregão, a procissão, o choro e o riso. O Castelo de Lamego é classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.