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Sé de Lamego

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Sé de Lamego

No século XII, após a restauração da diocese de Lamego, iniciou-se a edificação de um templo maior. A sua localização efectivou-se no Rossio de Lamego, na zona baixa da futura urbe, e iniciou-se no ano de 1159. Sagrada em 1175 a Santa Maria e a S. Sebastião, a provável conclusão da Sé só viria a acontecer em 1191. Contudo, as várias idades da História encarregaram-se de alterar, significativamente, o seu perfil românico original.  A Sé abre-se para um amplo adro lajeado, obra do século XVIII, com a fachada marcada pela robusta torre remodelada em Setecentos. A fachada principal do templo foi reconstruída no reinado de D. Manuel I, combinando as formas do gótico flamejante e o tímido eclodir de algumas formas da Renascimento. Com efeito, esta renovação da Sé episcopal começa no século XV e prolonga-se pelo seguinte. A campanha de obras da fachada realizou-se entre 1508 e 1515, de acordo com os planos do arquitecto João Lopes. No piso térreo rasgam-se três portais ogivais, com o central de maiores dimensões, constituídos por diversas arquivoltas assentes em colunelos, decorados com esculturinhas de motivos vegetalistas e zoomórficos. Acima destes abrem-se janelões góticos, com o central de dimensões monumentais e repartido por pétreas molduras curvas. Os três panos da fachada são divididos por quatro contrafortes e rematados superiormente por pináculos cogulhados. Das diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, é de destacar o antigo Paço dos Bispos, construção do Barroco setecentista e que é ocupado, desde 1917, pelo Museu de Lamego, onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da cidade. O interior da catedral é repartido por três naves divididas em três tramos e cobertas por abóbadas de aresta, assentando em arcos de volta perfeita e grossos pilares. Os tectos foram pintados na primeira metade do século XVIII pelo pintor-arquitecto italiano Nicolau Nasoni, revelando perspectivadas composições do Barroco triunfante, com temática arquitectónica enquadrando episódios bíblicos. Nas naves laterais abrem-se diversos e sumptuosos altares barrocos.  De grandes dimensões, a capela-mor foi reformulada no século XVIII, possuindo um retábulo dos finais de Setecentos combinando mármores e talha dourada, bem assim como um neoclássico cadeiral de alto espaldar. As janelas, portas, arcos e os seus dois órgãos são decorados por aparatosas estruturas de talha dourada. As capelas colaterais são modeladas por soberbas talhas retabulares barrocas, da autoria de João Garcia Lopes e realizadas em 1751. O altar principal do Santíssimo Sacramento possui um laborioso frontal de prata, obra de um ourives portuense e datada do terceiro quartel do século XVIII. No coro alto pode admirar-se um belo cadeiral com pinturas, gracioso trabalho do Barroco do século XVIII. A iluminada sacristia contém um cenográfico Calvário com talha rocaille , obra de uma oficina regional e datada de 1757. O equilibrado claustro catedralício é um empreendimento do século XVI, apresentando-se dividido em dois pisos, o primeiro formado por arcos de volta perfeita e o superior constituindo-se como galeria de colunas simples sustentando um alpendre. Na planta inferior da crasta situam-se duas magníficas capelas. A dedicada a Santo António é revestida por altar de talha dourada e policromada, abrigando sagradas imagens seiscentistas. A Capela de São Nicolau, concluída em 1563, apresenta parte das paredes forradas com azulejos setecentistas alusivos à vida do santo e que são obra de uma oficina da capital. Possui ainda um harmonioso e movimentado retábulo de talha do século XVIII. Nesta capela quinhentista encontra-se sepultado D. Manuel de Noronha, um dos mais destacados bispos da diocese de Lamego.O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.

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Igreja de São Francisco

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Igreja de São Francisco

A Igreja de São Francisco, também conhecida como Igreja de São Francisco de Assis, localiza-se na Rua de Almacave, em Lamego. Trata-se de um edifício de arquitetura típica franciscana, marcado por uma expressão exterior simples e despretensiosa, característica deste tipo de templos. No interior destacam-se o quadro do altar-mor, datado do século XVII, bem como os azulejos historiados e nacionais do século XVIII. O espaço organiza-se numa nave única com capelas laterais, conferindo-lhe uma leitura clara e equilibrada. A igreja integra o conjunto patrimonial da freguesia de Almacave, encontrando-se próxima de outros monumentos de relevo da cidade, como a Igreja de Santa Maria de Almacave e a Capela de Nossa Senhora da Esperança.

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Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

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Igrejas e Conventos

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

No local onde foi erigida a capela-mor de Nossa Senhora dos Remédios existia uma pequena ermida, mandada construir pelo bispo D. Durando, em 1361, dedicada a Santo Estêvão. Em 1568, o bispo de Lamego D. Manuel de Noronha autorizou a demolição da velha ermida e, no local onde atualmente se situa o Pátio dos Reis, mandou erguer outra sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Esta capela acabou por ser também demolida para se erguer o atual Santuário, cuja primeira pedra foi assente em 1750, por iniciativa do cónego José Pinto Teixeira. O edifício do Santuário é uma construção em estilo barroco toda trabalhada em granito, deslumbrando pela elegância do estilo, imposta pela criatividade do autor do projeto que se acredita ter sido Nicolau Nasoni. A talha é setecentista. O retábulo da capela-mor atrai pelo seu emolduramento, constituindo um quadro original dentro dos entalhamentos portugueses, no centro do qual se encontra a Imagem de Nossa Senhora dos Remédios. De salientar, igualmente, os altares laterais de S. Joaquim e de Santa Ana. Ainda, no interior do templo, podem admirar-se belos painéis de azulejos, bem como interessantes vitrais que enriquecem as paredes do corpo principal e da capela-mor. O frontispício do Santuário é a parte mais admirável de todo o edifício, fascinando todos os que se quedam a admirar o fulgor e génio criativo ali patente. Todos os adornos, tão elegantemente refinados no granito, são admiráveis. No adro da igreja, do lado sul, existe uma harmoniosa fonte toda esculpida em granito da região, com desenho de Nicolau Nasoni, datada de 1738. Levantada sobre o patim, onde terminam os últimos degraus da escadaria, já no adro, em frente do templo, pode ver-se a cruz monolítica, de finíssimos ornamentos. O autor do livro “História do Culto de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego”, do Cónego José Marrana – obra incontornável e de indispensável consulta para quem melhor quer conhecer o Santuário, Escadório e Parque dos Remédios – considera esta peça “a coroa maravilhosa de toda a obra da escadaria, que se impõe e domina pela delicadeza das suas linhas e da sua traça escultural”. As duas torres – com projeto do arquiteto Augusto de Matos Cid – iniciaram-se muito mais tarde. A do lado sul começou a ser construída em 1880, vindo a torre do lado norte a concluir-se apenas em 1905. A escadaria iniciou-se em 1777 mas as obras só vieram a terminar no século XX. O quadro mais grandioso da escadaria é sem dúvida o denominado “Pátio dos Reis” – obra arquitetónica admirável, formada pela Fonte dos Gigantes, no centro da qual se eleva um esplêndido obelisco, com cerca de 15 metros de altura. Este pátio é rodeado de várias estátuas que representam os 18 últimos nomes da casa de David. Também notáveis são os dois pórticos que dão acesso lateral para este amplo terreiro. De mencionar, também, o pátio de Nossa Senhora de Lurdes ou de Jesus Maria José, onde existe uma capela que o seu fundador dedicou à Sagrada Família. Mais tarde, a Irmandade mandou colocar ali a imagem de Nossa Senhora de Lurdes. Sobre a porta da bonita capela está o brasão do bispo D. Manuel de Vasconcelos Pereira, seu edificador. Em frente desta capela encontra-se a fonte da Sereia, cujo nome advém do facto de ter a adorná-la uma escultura de um tritão montado num golfinho – figura que para o comum dos visitantes se assemelha a uma sereia. De referir ainda, na escadaria, a monumental Fonte do Pelicano em granito lavrado. Particularmente interessante nesta fonte é a escultura do pelicano. A arborização do parque, a gruta, bem como o lago e ponte, foram encomendadas pela Irmandade à Companhia Hortícola do Porto em 1898. A gruta do fundo foi construída em 1910 por um artista de Arneirós. O parque, cortado por várias veredas e com vários recantos com mesas para merendas, possui variadíssimas espécies de árvores, tais como: teixos, ciprestes, olaias, acácias, tílias, choupos, faias, carvalhos, eucaliptos, ulmeiros, medronheiros, castanheiros e tantas outras. Existe ainda a Loja do Santuário, onde os visitantes podem adquirir lembranças, artigos religiosos e publicações relacionadas com o Santuário e o Parque dos Remédios. O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.

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Museu de Lamego

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Museus e Bibliotecas

Museu de Lamego

Localizado no centro histórico da cidade, o Museu de Lamego foi fundado em 1917, num edifício do século XVIII que foi Paço Episcopal. Pertence ao restrito número de museus centenários, cuja criação reflete os efeitos da aplicação da Lei de Separação do Estado das Igrejas (1911), que sucedeu à implantação da República. Com um acervo verdadeiramente eclético, possui coleções de pintura, tapeçaria, mobiliário, ourivesaria, paramentaria e meios de transporte que faziam parte do recheio do antigo palácio, complementadas, mais tarde, por um conjunto de capelas revestidas a talha dourada, espécies arqueológicas, cerâmica, gravura, desenho e fotografia. O núcleo de tapeçaria flamenga, tecida em Bruxelas na primeira metade do século XVI, os painéis que Vasco Fernandes (Grão Vasco) pintou para a catedral de Lamego, na mesma época, os painéis de azulejos do século XVII e uma arca tumular medieval, classificados como “tesouros nacionais”, fazem parte do conjunto de maior relevância, numa coleção que é cronologicamente abrangente, com exemplares datados entre os séculos I e XX. Diversa e plural, a coleção permite um percurso de descoberta da evolução da cidade de Lamego e dos homens e mulheres que a habitaram ao longo dos séculos. Faz parte da rede de Museus e Monumentos Nacionais em Portugal, sendo gerido pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e integrando o circuito nacional, mesmo estando atualmente em obras de requalificação para modernização e melhoria da acessibilidade.

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Teatro Ribeiro Conceição

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Artes e Espetáculos

Teatro Ribeiro Conceição

Datado do ano de 1727, este teatro foi inicialmente construído com o propósito de ser o Hospital da Misericórdia de Lamego que aqui funcionou até 1892. Quatro anos depois, o velho hospital passa a ser o novo Quartel do Regimento. No entanto, em 31 de Julho de 1897, um grave incêndio deixa este edifício reduzido a escombros. Em 1924, o Comendador José Ribeiro Conceição compra em hasta pública, por dez mil e um escudos (quarenta e nove euros e oitenta e oito cêntimos), o edifício em ruínas e transforma-o numa importante e prestigiada sala de espetáculos que será uma referência na vida cultural do interior do país ao longo de várias décadas. Com pompa e circunstância, o teatro foi inaugurado a 2 de Fevereiro de 1929, mantendo a sua atividade cultural até 1987, ano em que apresentava já em estado avançado de degradação. Finalmente, o Município de Lamego decide avançar com a aquisição deste monumento setecentista e em 1993 foram realizadas obras de recuperação e consolidação do edifício. No final de 2005, são efectuadas as obras de reabilitação e a 23 de Fevereiro de 2008 é reinaugurada a mais bela sala de espetáculos da região duriense: o Teatro Ribeiro Conceição. O horário de funcionamento do teatro poderá variar consoante a programação de espetáculos e eventos.

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Igreja de Santa Maria de Almacave

Pontos de Interesse

Igrejas e Conventos

Igreja de Santa Maria de Almacave

Construído próximo de uma necrópole árabe (macab – derivando daí o nome de Almacave), este templo religioso é uma construção românica (séc.XII), tendo sido profundamente alterado, especialmente no séc. XVII, como são testemunho os painéis de azulejos com motivos geométricos e vegetalistas, o púlpito e a talha dourada. Do primitivo românico é de salientar o pórtico de arco apontado e quatro arquivoltas, debruada a mais extensa por uma faixa axadrezada. No séc. XVIII, os altares foram enriquecidos com azulejos e talhas douradas. De realçar ainda, no seu interior - de nave única - sem transepto e com capela-mor, os azulejos das paredes e do coro; o púlpito construído em 1600 e as esculturas de S. José e de Santo António, em madeira estofada do século XVIII. Reza a história que terá sido na Igreja de Santa Maria de Almacave que se realizaram as primeiras cortes do Reino de Portugal, corria o ano de 1143. Ainda hoje, a evocação desta assembleia, na qual terá sido aclamado e investido o primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques, é um dos símbolos do passado histórico de Lamego.< O horário de funcionamento pode variar de acordo com a agenda das missas, celebrações e outros eventos religiosos.

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Mercado Municipal de Lamego

Pontos de Interesse

Serviços Públicos

Mercado Municipal de Lamego

O Mercado Municipal de Lamego iniciou o seu funcionamento em 25 de julho de 1981, e tinha como objectivo principal o abastecimento da sede de concelho em produtos frescos, atendendo à dificuldade da época em servir as populações urbanas neste tipo de produtos. Constituído por três pisos, estando os pisos um e dois afectos ao funcionamento do Mercado e o piso três até recentemente ocupado pela Escola de Hotelaria, sendo que a sua utilização futura não está ainda definida. O horário de venda ao público, de 2ª feira a sábado, inicia-se às 7:30 e termina às 18 horas. O dia mais forte de mercado é a 5ª feira, que coincide com a feira semanal, sendo que neste dia o Mercado recebe excepcionalmente numerosos produtores, que ali encontram um local para comercializarem os seus produtos hortícolas e frutícolas. Considerando que há mais de 25 anos não se realizam naquele espaço obras de requalificação, a Câmara Municipal de Lamego vai realizar uma intervenção para a revitalização e dinamização do Mercado Municipal de Lamego, no sentido de por um lado, dar cumprimento aos requisitos de segurança alimentar legais, e por outro, aumentar a capacidade de atracção deste espaço. A reabilitação física do Mercado Municipal será complementada com a formação e modernização dos operadores comerciais, em relação à exposição dos produtos, ao atendimento ao cliente, às técnicas de venda, de conservação e manutenção da garantia dos produtos vendidos, de oferta de serviços com mais valia – entregas no domicílio, pagamentos por Multibanco, etc. Serão também desenvolvidas acções de divulgação e promoção, no sentido da população ser conduzida a criar o hábito de ir ao Mercado Municipal – para comprar produtos de qualidade, alimentares (frutas e legumes frescos, peixe e carne, flores, pão, queijos, enchidos, doçaria), particularmente os de cariz tradicional e regional.

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Biblioteca Municipal de Lamego

Pontos de Interesse

Museus e Bibliotecas

Biblioteca Municipal de Lamego

O edifício onde hoje funciona a Biblioteca Municipal de Lamego foi o Palácio Mesquitela, uma antiga casa senhorial que mais tarde serviu como sede da Caixa Geral de Depósitos e, após obras de adaptação, acolheu a biblioteca. Trata-se de um exemplo da arquitetura do século XVII, ligado à família Mesquitela, e um importante marco cultural local. A génese da Biblioteca Pública Municipal de Lamego remonta ao final do século XIX. O Visconde Guedes Teixeira, grande impulsionador da Biblioteca de Lamego, manifestava a intenção de manter uma biblioteca no seu concelho. Cassiano Neves foi o grande mentor de uma Associação de Instrução Popular, dotada de uma Biblioteca Popular com 1 400 livros, sendo considerado o principal fundador da Biblioteca Pública Municipal de Lamego. A Biblioteca Municipal de Lamego é um espaço dinâmico que oferece, além do empréstimo de livros e do acesso gratuito à Internet (Wi-Fi), um catálogo online para pesquisa, atividades de promoção da leitura, visitas guiadas e apoio à investigação. O seu funcionamento foca-se na formação de leitores e na participação cívica, dispondo de um acervo que inclui mais de 12 mil obras.

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Rua Porta do Sol

Pontos de Interesse

Ruas e Praças

Rua Porta do Sol

Rua Porta do Sol, em Lamego, é uma das vias mais emblemáticas da cidade, situada numa zona de traçado antigo que revela a herança histórica e cultural do concelho. O seu nome evoca uma ligação simbólica à luz e ao horizonte, remetendo para a importância do espaço no quotidiano urbano. Ao longo da rua encontram-se edifícios de arquitetura tradicional, que testemunham a evolução da malha urbana ao longo dos séculos. Passear pela Rua Porta do Sol é também percorrer parte da identidade de Lamego, onde a história e a vivência contemporânea se cruzam de forma harmoniosa.

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Câmara Municipal de Lamego

Pontos de Interesse

Serviços Públicos

Câmara Municipal de Lamego

A Câmara Municipal de Lamego é o principal órgão executivo do município, responsável pela gestão administrativa, cultural e urbanística da cidade. O edifício acolhe os serviços municipais e é um ponto de referência na vida política e social da comunidade.

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Rua da Olaria

Pontos de Interesse

Ruas e Praças

Rua da Olaria

Rua da Olaria, em Lamego, deve o seu nome à atividade artesanal que ali existiu em tempos, ligada ao trabalho do barro e à produção de peças de olaria. Este passado confere à rua uma forte ligação às tradições locais e à vida comunitária de outros tempos. Atualmente, a Rua da Olaria preserva a sua atmosfera típica, mantendo o charme de um espaço que remete à memória coletiva da cidade. É um local onde a história artesanal de Lamego se reflete na própria identidade urbana, convidando a um olhar atento sobre o património imaterial que marcou gerações.

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Avenida Visconde Guedes Teixeira

Pontos de Interesse

Ruas e Praças

Avenida Visconde Guedes Teixeira

A Avenida Visconde Guedes Teixeira é uma das principais artérias urbanas da cidade de Lamego, concebida no início do século XX num momento de grande modernização urbanística da cidade. A sua construção surge no seguimento de um plano de reorganização do tecido urbano que pretendia substituir ruas estreitas e irregulares por eixos mais amplos e representativos, adaptados às necessidades do trânsito e à crescente importância socioeconómica da cidade. O nome da avenida homenageia José Augusto Guedes Teixeira, 1.º Visconde de Guedes Teixeira (1843–1890), uma das figuras mais destacadas da vida política e administrativa de Lamego no final do século XIX. Advogado, empresário e presidente da Câmara Municipal, o Visconde foi um impulsionador do progresso local, promovendo reformas urbanas e defendendo a modernização da cidade no contexto de um país em rápida transformação. Ao longo da avenida destacam-se também vários elementos de interesse patrimonial e simbólico, nomeadamente duas estátuas que fazem parte da memória coletiva lamecense. A estátua do Cochicho, figura popular associada ao quotidiano e à vivência tradicional da cidade, evoca o lado mais humano e popular de Lamego, sendo frequentemente interpretada como uma homenagem às gentes simples e às histórias transmitidas oralmente ao longo de gerações. Por sua vez, o monumento ao Soldado Desconhecido assume um carácter mais solene e evocativo, prestando tributo aos combatentes que perderam a vida ao serviço da Pátria, em particular no contexto da Primeira Guerra Mundial. Este monumento funciona como espaço de memória e reflexão, sendo palco de cerimónias comemorativas e de homenagem, reforçando o valor histórico e cívico da avenida. Desta forma, a Avenida Visconde Guedes Teixeira não se afirma apenas como um importante eixo urbano e funcional, mas também como um espaço de identidade, memória e representação histórica da cidade de Lamego, onde se cruzam modernidade, tradição e evocação cívica.

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Castelo de Lamego

Pontos de Interesse

Castelo & Cisterna

Castelo de Lamego

Sobre a antiguidade do Castelo de Lamego, quase todos os autores consultados referem que o castelo "é obra de mouros" e anterior à fundação da nacionalidade. Do primitivo, apenas subsistem a torre de menagem (séc. XII), parte da velha muralha e a cisterna (séc. XIII). A torre de menagem, com cerca de vinte metros de altura, é de planta quadrangular e tem nas suas faces frestas de iluminação, algumas alteradas no século XVI para serem transformadas em janelas, por ordem do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, talvez com o intuito de dar à torre uma função habitacional. Possui praça de armas em forma de hexágono irregular, cuja muralha, com cerca de noventa metros de perímetro, é dotada de adarve, acessível pelo lado norte por um lanço de escadas. Entre 1939 e 1940, quando se celebravam os centenários da Fundação e Restauração da nacionalidade, o castelo foi alvo de restauros, vindo as sineiras e os sinos que existiam no alto da torre a ser retiradas para lhe acrescentarem as ameias. O acesso ao velho burgo do Castelo faz-se através de dois pórticos abertos na muralha. Quem entra pelo lado norte passa pelo arco chamado “Porta dos Figos ou dos Fogos”, também já chamada “Porta da Vila ou do Aguião”, enquanto que a porta no lado oposto se denomina "Porta do Sol". Junto a esta última encontramos uma interessante casa brasonada que pertenceu à Ordem de Cister e mais tarde veio a ser casa da roda. No lado norte ainda existe a Casa da Torre, que está a servir de sede do Corpo Nacional de Escutas. Neste edifício funcionou a Câmara Municipal até 1834, altura em que se mudou para a Casa da Relação (atual Paço do Bispo). A meio da Rua do Castelo podemos ver a capela da Senhora do Socorro, em cuja parede exterior se encontra um interessante painel de azulejos com a inscrição “N. S. do Coro 1671”. Perto desta existia outra capela de invocação a S. Salvador, onde teria sido a primitiva Sé. A Cisterna de Lamego, situada extramuros da praça de armas, é de silharia retangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52). Já em novembro de 2013, a Cisterna de Lamego reabriu e voltou a conhecer a luz do dia, após ter sofrido importantes obras de requalificação. Imagens, sons, letras, vivências, tradições, passaram a estar disponíveis ao público, num espaço que se assume agora como um Centro de Memória. Ao entrar na Cisterna, o visitante mergulha no passado, onde múltiplas memórias são projetadas ininterruptamente nas pedras que, outrora, foram apenas espetadoras. Uma sonoplastia associa-se ao espaço, recordando 800 anos de sons quotidianos: o sino, o galo, o pedreiro, o pregão, a procissão, o choro e o riso. O Castelo de Lamego é classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.

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Cisterna de Lamego

Pontos de Interesse

Castelo & Cisterna

Cisterna de Lamego

A Cisterna de Lamego é um notável exemplar de cisterna medieval situado nas imediações do Castelo de Lamego, no Bairro do Castelo. Trata‑se de um amplo reservatório de água de estrutura abobadada e de planta retangular, construído em silhares de pedra, com uma volta ogival nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. É considerada um dos melhores exemplos das cisternas dos castelos portugueses.Após uma reabilitação, o monumento foi adaptado para visitação pública e transformado num espaço expositivo que convida o visitante a mergulhar na história urbana de Lamego. O interior integra uma componente de interpretação que associa imagens, sons e memórias quotidianas da cidade ao longo dos séculos.A cisterna integra o conjunto patrimonial do Castelo de Lamego, classificado como Monumento Nacional, e insere‑se no coração do reduto muralhado que marcou o desenvolvimento histórico da cidade.

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Igreja das Chagas

Pontos de Interesse

Igrejas e Conventos

Igreja das Chagas

A Igreja das Chagas, também conhecida como Igreja do Mosteiro das Chagas, situa‑se em Lamego e é um dos mais importantes exemplares do património religioso da cidade. Foi parte integrante do Convento das Chagas, fundado em 1588 pelo bispo de Lamego, D. António Teles de Menezes, para acolher freiras da Ordem de Santa Clara, conhecidas como clarissas. O que hoje se pode visitar é a própria igreja, única construção remanescente do antigo convento, classificada como Imóvel de Interesse Público. Na sua fachada destaca‑se um pórtico renascentista ladeado por colunas clássicas. No interior, o espaço de nave única é ornamentado com azulejos do século XVII, talhas douradas e retábulos barrocos, entre os quais se destacam os de São João Evangelista e São João Baptista. O teto e as estruturas interiores, incluindo antigos coros e a sacristia, acrescentam valor artístico e histórico ao monumento. Propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lamego, a Igreja das Chagas permaneceu recentemente sujeita a trabalhos de restauro que valorizaram o seu espólio artístico e arquitetónico, estando aberta ao culto religioso e a atividades culturais.

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Capela do Espírito Santo

Pontos de Interesse

Mosteiro e Monumentos Religiosos

Capela do Espírito Santo

A Capela do Espírito Santo é um pequeno e singular edifício religioso situado na baixa da cidade de Lamego, junto à Fonte do Espírito Santo, na Rua das Canastras. A capela foi reedificada no século XVI pelo bispo D. Manuel de Noronha, cujo brasão se encontra no exterior da construção, marcando a sua intervenção e o seu papel na história religiosa da cidade. O interior da capela é de pequenas dimensões mas apresenta um notável conjunto artístico decorativo. O destaque principal vai para uma escultura do Espírito Santo datada do século XVIII, de autor desconhecido, que se encontra no altar‑mor e constitui uma peça de especial interesse para os visitantes. Além da escultura central, o espaço exibe retábulos barrocos, incluindo um elegante altar do lado do Evangelho, um púlpito revestido de talha dourada e paredes decoradas com azulejos do século XVII, que enriquecem o ambiente interno e refletem a estética barroca da época. 

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